segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COMO ADORAR UMA ROLA: DEPOIMENTO OU AULA DE BOQUETE?




Nós homens sabemos. Quando o assunto é sexo oral, existem mulheres e mulheres. As primeiras, fazemos questão de esquecer. Fazem um boquete burocrático, sem entusiasmo. Tudo o que podem nos deixar é uma sensação de tristeza profunda.


Mas as outras, ah, as outras! O prazer que elas nos dão permanece por dias, inclusive fisicamente, formigando debaixo da pele. As lembranças, inesquecíveis. São boqueteiras natas.


O que faz a diferença? Não é tanto a técnica, mas a atitude.


Para entender melhor, nada mais do que o ponto de vista de uma mulher. Neste relato apaixonado, Ana Lee Pleasured nos mostra o prazer que as mulheres podem encontrar, praticando sexo oral. Ela nos fala de odores e sabores, da visão e do tato, dos sons e sentimentos que a levam a adorar a masculinidade de seus parceiros.


Como vocês verão, este depoimento rapidamente se transforma em uma aula de boquete. É um pouco longo, mas vale muito a pena. As figuras acima são de Erodess e as fotos, da internet, sem indicação de autoria. Aproveitem!



ADORE O PAU DE SEU HOMEM!




Sempre achei estranho que existam mulheres por aí que não gostem de pagar boquete…especialmente se é para o homem que elas amam. Pessoalmente, não posso imaginar nada melhor que a experiência de chupar um lindo cacete bem duro e saber que meus esforços estão sendo apreciados.


Eu acredito que é uma honra e um privilégio poder satisfazer um homem dessa forma. Sempre quis explicar por que eu gosto tanto de sexo oral e como eu me sinto quando eu pratico esta arte. Este meu relato é uma tentativa de conseguir este objetivo. Espero que alguma de vocês gostem de ler sobre como é maravilhoso chupar pau, do ponto de vista de uma mulher. E espero que, de alguma forma, estas mulheres que acham que o boquete é uma obrigação possam ser convertidas e desenvolver uma nova atitude para satisfazer seu homem.


A primeira vez que eu boqueteei um homem foi em uma festa em uma discoteca, quando tinha dezoito anos. Ele tinha o dobro de minha idade e nós estivemos malhando a noite toda. As outras pessoas diziam para que arrumássemos um quarto e finalmente as escutamos. Amanhecendo, fomos para o apartamento dele, para finalizar a “noite”. Tomamos uma chuveirada e fomos para a cama. Porém, dormir era a última coisa que passava por nossas cabeças. Então nos beijamos e finalmente cheguei perto o suficiente para ver aquela “coisa” que esteve roçando contra mim a noite toda.


Seu pau era comprido e estava duro, apontando para a barriga. Eu estava morrendo de vontade de tocá-lo. Não pedi, simplesmente o peguei, passando minha mão para cima e para baixo, por toda sua extensão. Logo eu estava masturbando-o com as duas mãos e ficando cada vez mais excitada com os gemidos de prazer que ele começou a soltar. Não sei nem como, nem por quê, mas simplesmente assumi o controle da situação. Eu estava aproveitando cada segundo, feliz com o que eu estava fazendo. Então me abaixei e fui beijando sua barriga, seguindo uma trilha que me levou até meu alvo.


Ele levou um susto quando minha boca engoliu o pau dele. Ele parecia não acreditar que eu tivesse abocanhado seu cacete, sem uma única palavra de encorajamento por parte dele. Ele pareceu quase assustado que eu quisesse por vontade própria chupar rola. Mas é assim que eu sou. Acredito que a gente deve aproveitar as experiências ao máximo, deixando memórias para nos lembrarmos muito depois do acontecido. Essa sou eu.


Essa foi minha primeira vez chupando uma rola e quando penso, o que eu mais gostei em tudo aquilo foi como eu gostei do que fiz. Ele me encorajou a cada passo com seus gemidos e grunhidos, murmurando “sim” quando eu lambia suas bolas ou punhetava gentilmente ao mesmo tempo que chupava. Depois, ele me olhou com surpresa e deslumbramento, admitindo que ele nunca tinha sido tratado com tanta perícia e imaginando onde é que eu poderia ter aprendido a pagar boquete tão bem.


Ele também me disse que nenhuma mulher tinha antes parecido gostar tanto de chupar seu pau e que geralmente parecia como um favor, uma obrigação, precisando que ele pedisse primeiro. Isso me fez pensar… Por que alguém que encontrasse um pau tão lindo precisaria receber um pedido para chupá-lo? Eu simplesmente não conseguia entender. Daquela primeira experiência aprendi muito sobre os homens, sobre o que eles gostam. Mas aprendi muito também sobre mim mesma e sobre o que eu gosto.


Para mim, não há melhor elogio do que ter um pau duro apontando diretamente para mim. Eu o vejo como uma criança olha para um doce. Ele simplesmente implora para ser degustado e chupado. É minha recompensa por ser uma boa garota. Eu preciso ter este pirulito em minha boca. Quando somos pequenos, nossos pais nos ensinam que é melhor dar que receber. Quando crescemos, muitos de nós paramos de pensar assim e começamos a querer mais e mais e a dar cada vez menos. É uma pena, pois a vida deveria ser dar e aproveitar o prazer compartilhado que esta entrega proporciona.


Não é legal quando você dá um presente para outra pessoa e de repente descobre que ele nem queria ou precisava daquilo. Por outro lado, a maioria de nós mulheres percebe que chupar rola é um dos maiores presentes, uma autêntica dádiva, que você pode dar a seu homem. Infelizmente, muitas mulheres acabam usando isso como chantagem, manipulando seus maridos e namorados para conseguirem algo em troca. Pode ser um presente, pode ser uma reconciliação depois de uma briga. Realmente fico puta da vida com coisas deste tipo e meu coração fica ao lado do homem que está sendo usado desta forma.


Então, por que será que eu amo tanto chupar um pau, grande, grosso, duro? Bom, isto não é algo que possa ser explicado em uma ou duas frases… Eu poderia escrever um puta de um livro sobre o assunto! Mas resumindo, é uma honra, como eu já disse antes. Aqui está este homem, um homem lindo com seu belo caralho, pronto para ser usado. Só o pensamento de que ele deseja que eu o satisfaça já me excita de um jeito que vocês nem podem imaginar. Mas sem que ele queira, sem este profundo desejo, eu poderia estar muito bem vendo televisão ou fazendo palavras cruzadas, obrigada.


Eu amo a imagem de um pau desaparecendo em uma boca receptiva. Algumas vezes eu invejo os homens, pois eles podem olhar para baixo e ver o próprio pau se movendo, para dentro e para fora dos lábios de uma mulher solícita. Mas eu não posso ver isso de onde estou, estando tão perto da ação. Fico só imaginando como será a visão dele, enquanto eu chupo, recriando em minha mente o seu ponto de vista. Isso me excita pra caramba! E quando ele pede para eu olhar para ele, para cima, também tento visualizar com a perspectiva dele.


Isso é algo que muitas mulheres esquecem…ou não sabem. O contato visual, olho a olho, é fundamental no sexo oral. Os olhos são a janela da alma. Olhar seu amado nos olhos é dizer a ele que o boquete é mais do que botar um pau na boca, é ver quem realmente ele é. Se você estiver apaixonada, então, este olhar estabelece uma conexão, uma intimidade profunda de segredos e desejos. Quando olho para cima e me fixo nos olhos dele, ao mesmo tempo que tenho seu pau em minha boca, meu coração dispara e eu fico molhada de tanto tesão. Eu vejo as emoções, os sentimentos deles refletidos e algumas vezes poderia jurar que eu posso me ver refletida em suas pupilas.


Já que estamos falando do visual, também adoro ver um pau todo molhado e lustroso com minha saliva. É algo excitante tanto para meu homem e para mim. Quando eu tiro minha boca, fica um longo fio de baba ligando meus lábios com o pau dele. Faz parte da “sacanagem” de qualquer experiência sexual intensa. O aspecto visual é fantástico, mas o estímulo mental é ainda maior. O fato de eu brincar por horas com o pau de um homem, de babar nele, de ver toda essa bagunça melecada, isto é o que dá prazer a um homem e o que dá prazer a ele… me dá prazer também.


Mas nem só da visão vive o boquete. O cheiro de um homem é algo extremamente erótico e quando você chega tão perto de um pau, esta pode ser a única coisa que faltava para me sentir no céu. Ou então, cheirando um pano de chão molhado. Pode parecer cruel, mas um homem que não saiba comparecer devidamente limpo e asseado a um encontro erótico não deixa somente de ser sexy; ele é um perigo para a saúde pública. E não somente a higiene pessoal é importante. O que ele come e bebe também afeta o cheiro corporal dele, assim como o gosto de seu pau e de sua porra.


Eu adoro o cheiro refrescante de um homem saudável que cuide e se orgulhe de seu corpo. Isto me faz desejar e adorar seu corpo, da mesma forma que eu quero que ele adore o meu. Eu inclusive gosto do cheiro de suor de um homem saudável. Este tipo de suor, e isto a biologia ajuda a explicar, é um fator de excitação. Em uma transa agitada, é natural que nós acabemos misturando nossos fluidos corporais.


Do olfato para o paladar: minha boca se enche de água quando eu beijo a chapeleta de um homem. Eu me excito de antecipação com o gosto que está por vir e eu faço minha língua percorrer toda a cabeça até chegar ao “olhinho”, a abertura da ponta, sempre estupefata com a ideia de que um orifício tão delicado seja a fonte da vida humana. Logo ali, no cume de sua masculinidade, está o lugar de onde a seiva vital é expelida. Minhas pernas ficam bambas, só de pensar o que eu estou lambendo, esta ferramenta sagrada de fertilidade e potência sexual.


Agora, o tato. As mãos são importantes em qualquer tipo de sexo, elas “falam” quando não há palavras. Uma das coisas favoritas que gosto de fazer na cama é beijar meu homem, enquanto uso minhas mãos encharcadas de saliva para cima e para baixo em seu pau escorregadio, estimulando as partes mais sensíveis perto da glande. Então eu afasto o rosto só um pouquinho, olho diretamente em seus olhos (de novo!) enquanto eu bato essa punhetinha e digo o quanto eu gosto dele e o quanto eu gosto de fazer isso para ele.


Há tantas coisas para fazer com as mãos durante um boquete! Existe uma infinidade de técnicas para excitá-lo em diferentes formas. Como por exemplo, girar as duas mãos ao redor de seu pau, ou então acariciar o saco. Ou então, somente com os dedos, fazer um “O” com o dedão e com o indicador e punhetá-lo rapidamente com este “anel”.


Também adoro a sensação de poder de ter um pau em minha boca ou aconchegado em minhas mãos. A partir deste momento e pela próxima hora, sou eu que estou no controle de tudo o que vai acontecer. Eu sou a única responsável por criar uma experiência única, significativa, inesquecível. Eu deixá-lo louco, não que seja algo rápido e passageiro. Eu quero deixar ele na “beiradinha” do gozo, quantas vezes eu puder, parando sacanamente cada vez que ele estiver a ponto de ejacular. Eu quero que ele tenha orgasmos mentais, às vezes gozando só um pouquinho (isto é, se ele conseguir, pois nem todos homens são capazes). Somente no final, depois de uma deliciosa tortura é que eu vou deixar ele gozar em torrentes de porra, tão longe quanto ele possa, ou melhor, em cima de mim.


A primeira vez que engoli porra, não gostei do sabor. Eu tinha apenas dezoito anos e então aquilo me pareceu como uma sopa amarga e morna, que tive que cuspir, quase vomitando. Para algumas mulheres é assim toda vez, elas não conseguem se acostumar com o gosto e com o cheiro do gozo de macho. Mas para mim, com esta minha ideia de ter prazer com o prazer do homem, uma fascinação pela gozada foi crescendo dentro de mim. Agora eu adoro aquele cheiro marinho. Também gosto de lamber as gotinhas de pré-gozo que saem pela pontinha do pau, quando eles se excitam. São doces. Porém, mais do que tudo, eu simplesmente amo o sentimento de aceitar esta “oferenda” que ele está me dando, uma recompensa por todos meus esforços.


Com o tempo, eu aprendi que um homem sente orgulho de seu pau e da porra que sai dele. Para ele, ver uma mulher gostando de seu cacete e de seu gozo faz com que emoções indescritíveis entrem em ação. Quando vi meu primeiro filme pornô, foi com horror que vi o cara gozando na cara e nos peitos de sua parceira, além da boca. Eu não podia acreditar que ela gostasse daquilo. Agora, eu imploro por porra, justamente por saber que é um barato para um homem ver seu gozo derramado em sua fêmea, ela sorrindo e lambendo aquelas gotas de pérolas brancas. Mais uma vez, veja as coisas pelo outro lado, pelo ponto de vista deles. Como não deve ser espetacular vê-la ali, ajoelhada, enquanto longos jatos de porra saem do seu pau, aterrissando no lindo rostinho dela?


Há tantas coisas para fazer quando você tem um pau em sua boca. Nas primeiras vezes que vi um filme pornô, eu sempre pulava a parte em que a atriz estava chupando, pois eu não tinha uma ideia clara do que estava acontecendo ali… a câmera não entrava na boca dela. Mas agora eu sei o que está em jogo. Você pode adivinhar pelos sons que um homem faz o que está acontecendo com o pau dele. Eu, por exemplo, passo a língua rapidamente pela abertura da chapeleta, depois por aquela área mais sensível onde o cabrestinho se encontra com a base do pênis. Ao mesmo tempo, eu continuo chupando e tirando e botando o pau dentro de minha boca. Uma coisa assim só meu homem pode sentir e mesmo se alguém estivesse assistindo, não ia conseguir ver.


Outra descoberta muito excitante para mim foi esta ideia da “garganta profunda”. Eu nunca tinha imaginado que seria possível engolir um pau inteiro, colocar ele bem no fundo de minha garganta. Eu pensava que quando eu deslizava um pinto em minha boca e ele parava, este era o ponto mais longe aonde podia chegar. Quando descobri que um pau pode ir além do ponto de engasgamento e deslizar em minha garganta, fiquei maravilhada. Mas não é fácil, precisa prática, especialmente com um pau grosso. Mas o olhar no rosto dele… alegria pura… e os sons de puro êxtase quando ele percebe o que você está fazendo por ele. Isso vale qualquer desconforto. Eu adoro esta forma de fazer boquete e faço questão de “treinar” sempre que posso, para me acostumar a relaxar a garganta e evitar o reflexo de engasgo. Aqui é que entra em ação minha coleção de pênis artificiais de vários tamanhos.


Mas ainda tem dois sentidos dos quais eu não falei muito. O primeiro é a audição, embora mais importantes sejam os sentimentos que sons despertam em nós. Eu repito que o barulhinho de chupar um pau é excitante, sacana, animalesco de uma certa forma. Aqueles sons molhados, da mão coberta de saliva punhetando um pau, do cacete estalando sua bochecha quando sai de sua boca… afe! Tudo isso é uma soma, positiva, aumentado a excitação do homem da mulher.


O outro é o toque. Eu sempre digo para os homens: se vocês querem saber qual a sensação de uma chapeleta na boca, prepare um ovo cozido e tire a casca. Coloque em sua boca e lamba… é assim que a gente sente a glande em nossa língua. Ela é tão lisa, aveludada e delicada, tão doce e tão suculenta. Eu amo texturas… materiais que são lisos ou ondulados… sedosos ou ásperos. Sentir a axila peluda de um homem contra minha xaninha depilada… tudo isso soma à excitação. A sensação de tocar o pau, cheio de veias, as bolas, duras e lisas, para mim é como se fosse um rodízio de carnes para alguém faminto.


Eu sei que fiquei somente na superfície de tudo o que se pode fazer com uma rola. Mas como eu não sou do tipo “técnica”, então tentei descrever meus principais sentimentos em relação ao sexo oral. Minha maior fantasia é ter um homem nu em minha cama e pelas próximas horas, ou dias, ou semanas, poder fazer com ele tudo o que eu sempre sonhei, em minhas fantasias mais loucas. Para mim, tudo começa e termina com a mente. Primeiro você deve imaginar e logo colocar em ação. Mas no final você também precisa refletir sobre o que aconteceu e se comunicar com seu parceiro. Dessa forma, vocês dois irão aprender da experiência e torná-la melhor, cada vez.


Então, vocês mulheres que chupam o pau de seus namorados e maridos alguns minutinhos, somente para “bater o ponto”, repensem o que vocês estão proporcionando a eles. Por que não quebrar os preconceitos? Por que não apimentar um pouco a relação? Se seu homem realmente é merecedor de seu amor e de sua atenção, faça este serviço a vocês dois: adore a rola dele.



Fontes:
Confira aqui o texto original:




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

UM BORDEL FAMOSO NO INTERIOR DE SÃO PAULO




(Berthommé Saint-André)

Quase toda cidade do interior tinha bordel, ou “zona”, como se dizia nos antigamentes. Às vezes, o local era segregado da chamada “sociedade”, em locais distantes, aonde acorriam homens solteiros e casados, provavelmente os casados em maior número; outras vezes, o local era próximo ao centro e até perto de igrejas e templos, para desespero dos carolas, o que sempre determinava a aprovação de leis segregacionistas e higienistas, que expulsavam os estabelecimentos para longe. Mas eles sobreviviam: sempre havia a zona, o bordel, o puteiro, para alegria da rapaziada que perdia com uma das suas mulheres a virgindade e aprendia os segredos do sexo. 


(Berthommé Saint-André)

Muitos desses lugares se tornaram famosos, regionalmente ou, até, nacionalmente. Talvez um desses tenha sido a famosa “Casa da Eny”, em Bauru, no Estado de São Paulo. Cidade que também nos deu o famoso sanduíche “bauru”, à base de presunto e queijo derretido. Parece que a vocação da cidade é mesmo relacionada ao ato de comer. E comer bem. Mas vamos à história de um dos mais famosos bordéis do Brasil, com algumas fotos do próprio bordel e da Eny, outras de bordéis do século XIX, que nos remetem à era dos grandes bordéis, pois documentação fotográfica real e erótica da “Casa da Eny” ou não existe ou ainda não foi encontrada:



A CASA DA ENY


(Foto de a. não identificado: Casa da Eny)

No inicio dos anos 1960, um compositor da musica popular italiana compôs uma canção com o titulo A casa da Irene. “Na casa da Irena, se canta se ri, É gente que entra, é gente que sai”. Podia ser uma casa de família onde muita gente ia e voltava de visitas, quem sabe, de uma família numerosa. Mas não, para quem ouvia, a letra se referia a um bordel.

(Foto de a. não identificado: Casa da Eny - algumas mulheres que lá trabalharam)

Muitos anos antes dessa musica, no Estado de São Paulo já existia “A Casa da Eny”, a maior casa do meretrício de São Paulo, talvez do Brasil. Ficava na cidade de Bauru, 500 quilômetros distantes da capital. 


A proprietária era Emy Cesarino (ou Sarino, segundo outras fontes), depois Eny, filha dos imigrantes José Cesarino, italiano, e de Angelina Bassoti Cesarino, francesa, nascida em 1916 no bairro da Aclimação em São Paulo. Morou em Uruguaiana e chegou a Bauru, aos 23 anos, em 1940, para trabalhar como prostituta num conhecido estabelecimento da época, a Pensão Imperial. 


Passou a gerente, arrendou e finalmente comprou o “ponto” e a casa da antiga zona de meretrício, na rua Rio Branco 550, esquina com a Costa Ribeiro, tendo logo se destacado dos demais, pela sofisticação e luxo que seu bordel oferecia.


Em função da lei municipal que proibiu a permanência da zona do meretrício em área central da cidade, no final dos anos 50, Eny, então proprietária da Pensão Imperial, transferiu-se para fora do perímetro urbano, construindo o Restaurante “Eny’s Bar” em propriedade particular, ao sul da cidade, em área transacionada através da Prefeitura, diversamente das outras casas de meretrício, que foram confinadas no extremo leste da cidade, distante, em local conhecido popularmente como “formigueiro”.


A casa da Eny se situava agora junto ao trevo rodoviário que liga as rodovias Mal. Rondon, Cte. João Ribeiro de Barros e Eng. João Batista Cabral Rennó – hoje oficialmente denominado Trevo da Eny. 


O maior e mais luxuoso bordel do Brasil, cuja fase áurea se deu entre 1963 e 1983, era inigualável na América Latina: tinha 5.000 m² de área construída, distribuídos em 12 conjuntos, 7.000 m² de jardins e alamedas floridas, protegidas por muros, com a maior piscina particular da cidade, sauna, restaurante e lanchonete, além dos quarenta quartos e suítes, com cama redonda e poltronas Luís XV, e uma suíte presidencial, com entrada privativa. A pista de dança, ao ar livre, tinha formato de violão, cujo “braço” era a entrada para a churrascaria: tudo de uma beleza e requinte inconcebíveis para um bordel.


Contudo, os serviços mais destacados eram a qualidade das mulheres e o sigilo/discrição garantidos pela proprietária – na verdade, sua marca registrada. Vinham as lindas moças de toda a parte, recrutadas até do Paraguai, Argentina e Uruguai. Eny nelas investia: antecipava-lhes dinheiro para roupas finas, joias caras e salões de beleza; tudo do bom e do melhor para a clientela constituída por gente muito rica, famosa, políticos e afins.

Segundo se diz, passaram pelos aposentos da Eny, dois terços de todas as assembleias legislativas do Estado de São Paulo desses anos, muitos governadores de Estado e prefeitos da região, boa parte dos grandes plantadores de cana e os filhos deles e pelo menos um Presidente da República (conta-se que Jânio Quadros esteve lá, para pedir seu apoio. Não se sabe se ele pediu outra ou outras coisas, como um bom uísque, por exemplo). 


O fato é que o bordel fazia as vezes de “centro de convenções” do Estado, muito antes de terem sido criados os primeiros deles. Bauru já era o lócus para fechamento de grandes acordos de empresas e indústrias de porte e convenção de partidos políticos – como noticia a imprensa local, inúmeras vezes -, pois a comemoração com chave-de-ouro na Eny era obrigatória. Mesmo – e principalmente (devido ao sigilo, à discrição da proprietária) – durante o período da ditadura militar.


Ora, nada mais previsível que esta hábil administradora (que, dizem, deteve a maior fortuna de Bauru da época) exercesse também grande força política: por exemplo, em menos de 24 horas fez revogar a ordem do Delegado Regional de Polícia, Francisco de Assis Moura, que determinara o fechamento da sua Casa, por não estar no local determinado ao meretrício, e elegeu, em 1963, o vereador Marco Aurélio Brisolla.


Até um príncipe austríaco que foi a Bauru instalar uma cervejaria – a Vienense – visitou a Eny. Ele e quatro engenheiros ficaram tão encantados que depois voltaram para visitar o bordel, que só foi desativado em 1983 (a propriedade foi vendida a grande empresário de ônibus da região, que a revendeu; hoje pertence ao médico psiquiatra, ex-deputado estadual, Fauzer Banuth, e permanece fechada, sem uso algum).


Mesmo não existindo mais, a “Casa da Eny” é ainda referência para e sobre Bauru, citada, até hoje, em jornais e na TV. "Eny é um símbolo de Bauru, mas a cidade ainda a rejeita, por preconceito. Ela merecia uma estátua, por tudo que representou para a cidade", defende o historiador bauruense Henrique Perazzi de Aquino.


Uma lei sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 2015, fez com que o viaduto no km 237,5 da rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225) fosse chamado de Eny Cezarino – quase 30 anos após a morte da cafetina. Além de ser homenageada com o nome no viaduto, a vida da cafetina foi contada no livro "Eny e o Grande Bordel Brasileiro" (editora Planeta), do jornalista Lucius de Mello. 

(Madame Eny - foto de a. não identificado)





Fontes:









segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

PÊNIS PEQUENO: O QUE OS HOMENS DIZEM




Ter pau pequeno é ou não um trauma para os homens?


Há algum tempo, demos voz às mulheres, que reclamaram bastante do tamanho inadequado de pênis. A maioria delas não gosta. Claro que sempre existem as que dizem que “tamanho não é documento”. Agora, chegou vez dos homens: o que eles sentem, quando têm pênis pequenos? Que soluções eles buscam? A reportagem a seguir levanta uma pequena aba desse debate. Há três depoimentos de homens ingleses, baseados numa pesquisa realizada na Inglaterra e, a seguir, destacamos alguns comentários de brasileiros que leram a reportagem e resolveram dar o seu depoimento. Tire a suas conclusões (fotos da internet, sem indicação de autoria):



TRÊS HOMENS ASSUMEM TER PÊNIS PEQUENO 

E CONTAM COMO LIDAM COM A CARACTERÍSTICA



Segundo pesquisa realizada pelo King’s College London, no Reino Unido, em 2015, o comprimento médio do pênis é de 9,16 centímetros quando flácido e de 13,12 centímetros em estado de ereção. O estudo, que envolveu 15.500 homens de vários continentes, mostrou que apenas 2,3% da população masculina tem pênis de dimensões consideradas “anormais” – muito menores ou maiores do que a média.


Ainda assim, quem não se encaixa nos padrões – ou se sente à margem deles – costuma sofrer bastante por causa de insegurança, baixa autoestima, medo de tirar a roupa na frente das mulheres e dos amigos e até dificuldade em transar. Veja, a seguir, relatos de três homens que encaram o problema.


André*, 24, universitário



“Todo mundo que diz que tamanho não é documento e que mulher não liga para isso não sabe o que é, na verdade, ter um pênis pequeno. Mesmo sabendo que esse depoimento vai ser postado com o nome trocado, não tenho coragem de contar qual é o tamanho do meu. Já busquei informações sobre cirurgias com urologistas e até técnicas alternativas, mas tenho medo de algo dar errado, e minha vida sexual acabar de vez. Só transo com garotas de programa porque elas não me julgam nem me humilham. Além disso, falam exatamente o que quero ouvir, mesmo eu sabendo no fundo que é tudo mentira.”


Alfredo*, 45, professor universitário



“Meu pênis ereto mede 10,21 centímetros, e faço questão de ressaltar os milímetros, o que significa uns três centímetros a menos do que a média. Sempre fui meio gordinho, ou seja, a barriga avantajada faz com que ele pareça ainda menor. O preconceito existe, sim, e o bullying também. Na adolescência, meus amigos viviam me zoando, principalmente depois que me viram sem roupa em um acampamento da escola. A história do pênis pequeno se propagou e durou muitos anos, pois alguns colegas decidiram fazer o mesmo curso que eu, na mesma faculdade, e espalharam a história aos quatro ventos. Só fui conseguir transar no fim do penúltimo semestre, em uma festa, quando uma amiga resolveu ‘tirar a prova’ de brincadeira. O espanto dela e o meu medo não impediram que a transa fosse ótima. Namoramos por um tempo e tudo correu bem. Quando terminamos, foi complicado retomar a vida sexual. Porém, descobri que algumas mulheres se incomodam, outras não, há aquelas que encaram como um desafio. É claro que toda vez que tenho de ficar nu diante de uma garota tremo nas bases, mas aprendi a lidar com a situação. E sempre aviso antes, faço piada, invento umas brincadeiras. Incomoda, óbvio, mas não vou deixar de viver a vida nem de arrumar namorada por conta disso.”


Marco Antônio*, 32, dentista


“Fiquei quase dois anos sem transar por vergonha do tamanho do meu pênis. Essa sempre foi uma questão horrível para mim, mas a gota d’água aconteceu depois que uma garota, incomodada por não encontrar uma posição que a fizesse sentir prazer, simplesmente inventou uma desculpa ridícula, vestiu a roupa e foi embora. Nesse tempo de abstinência, acabei me masturbando ou vendo muita sacanagem na internet, mas achei que estava ficando viciado em pornografia. Fiz alguns meses de terapia, até estar seguro para abordar uma garota. Na hora H, senti o maior nervosismo, claro, então, resolvi estender as preliminares até deixar a menina bem excitada. No fim, correu tudo bem e ainda ouvi que ela tinha me achado bom de cama. Aí descobri um nicho de mercado (risos): mandar bem nos carinhos, no sexo oral, na pegada... Acaba compensando.”


* Nomes trocados para preservar a identidade dos entrevistados.


Comentários de alguns brasileiros:


Poucos foram os comentários realmente sérios. A maioria gabava-se de ter pau na média ou acima dela e, portanto, nada acrescentava ao debate. Acho que os homens de pau pequeno sofrem até mesmo o receio de confessar essa característica. Enfim, da meia centena de comentários que li, destaco apenas estes, que também pouco acrescentam ao debate:

Henrique Salem:



Se a mulher tem sensibilidade apenas nos 3 primeiros centímetros da vagina , do que adianta pênis de um metro e meio ???!!


Kinkyblvd:


Claro que pênis pequeno não é legal. Tenho 12,5 x 11,5 cm, com 9 cm de circunferência na glande. A camisinha comum fica frouxa, principalmente na cabeça; a ereção tem que ser muito boa sempre; qualquer oscilação faz ele ficar com 11 cm ou até menos e a circunferência cai para 10. Nesse ponto a camisinha fica toda enrrugada e frouxa. As posições ficam limitadas; tem que dar preferência para as que permitem introduzir todo o pênis. O ritmo da penetração também é limitado; não dá para ter muita amplitude no movimento e ficar "socando" senão ele escapa toda hora. Tem que penetrar e fazer movimentos mais curtos. Enfim, dizer que o tamanho não interfere em nada é bobagem. Você tem se adaptar a algumas coisas.


CBBBm:


Esse é um assunto que deveria ser tratado com mais seriedade. Todo mundo faz piada, tira sarro, existem inclusive diversas músicas zoando homens de pênis pequeno. Será que as pessoas não pensam no complexo que isso causa em homens de qualquer idade? Isso é bullying grave e tem que acabar ja!


Morais198


O importante são as preliminares, fazer a mulher sentir prazer primeiro com carinho, caricias, beijos e muito sexo oral, depois a penetração, deixar a mulher se sentir segura, e fazer sentir prazer primeiro.


Anorelino:



Pra que esquentar com o tamanho...O GOSTO DA BALA É NA BOCA


Homem-desconhecido:



Enquanto não existir solução segura para aumento peniano, não há como resolver o problema do pênis pequeno. O jeito é sofrer calado, omitindo, fingindo que não liga, aturar as piadinhas e as várias rejeições. Quando falam para focar nas preliminares/sexo oral e a falta de pênis não será notada, eu acho graça, pois, na minha experiência é o contrário: quanto melhor você é nas preliminares/oral, mais expectativa elas ficam para pênis/penetração. É notável o desânimo de muitas. Mais frustrante é você fazer a mulher ficar bem excitada e ver que ela tá ali disfarçando que tá achando pouco e sentindo falta de algo maior pra preencher. Pênis pequeno só atrapalha e deixa o sexo limitado, mas o jeito é seguir a vida aturando essa "coisa" e fingindo que não ligo. Os homens também adoram se iludir. Quem tem pequeno diz não ter problema com as mulheres é porque não imagina o quanto elas reclamam deles pelas costas nas rodinhas femininas.





Priscila Rodrigues - Colaboração para o UOL